O grupo Teatro Imaginario Maracangalha (TIM), que realiza apresentações teatrais em espaços públicos, de forma gratuita para que todos possam prestigiar, tem se destacado cada vez mais no cenário nacional. Diante dos incontáveis trabalhos desenvolvidos durante 11 anos nas ruas de Mato Grosso do Sul, hoje ganha espaço no cenário nacional e internacional, legitimando ainda mais o grupo de teatro popular que surgiu em Campo Grande-MS. Os artistas sentem-se orgulhos pelo reconhecimento e pela oportunidade de perpetuarem esse trabalho. “Embora seja cansativo, é totalmente gratificante levar a arte para todos os cantos, para todos os públicos” justificam os artistas.

O TIM é mais que um simples grupo de teatro, é a manifestação da arte de uma forma espontânea, nas ruas, praças, parques e outros espaços públicos, é a arte acessível à todos, sem restrição de idade, sexo, gênero, etnia e/ou classe social.  O Teatro Imaginário Maracangalha é citado no livro didático Projeto Mosaico – Arte, do Plano Nacional do Livro de Didático do Ministério da Educação, como referência em teatro independente e político no Brasil.


‘Estamos de graça, em todos os cantos, nas ruas, feiras e praças, quebradas e chãos batidos de terra, nas bocas e olhos dos que têm fome de comida, de carinho e de arte.”

– Fran Corona – Atriz e produtora.

A temporada de “Conto da Cantuária” do Teatro Imaginário Maracangalha está em andamento desde o dia 10/06. A peça será mostrada às 16h no sábado (24/06) no Parque Sóter e o encerramento é no domingo, a partir das 15:15h, no evento Diretas Já.

Ainda este ano o TIM participará de eventos nacionais e internacionais de arte. No dia 28 de junho, “Conto da Cantuária” vai ser encenado na Mostra Artística da Rede Brasileira de Teatro de Rua em Presidente Prudente (SP). Nos dias 13 e 14 de julho se apresentam no Festival Internacional de Teatro de Rio Preto. Ainda em julho vão participar do Festival de Garanhuns – PE, levando parte da arte e cultura Sul Mato Grossense para outras partes do mundo.

Fernando Cruz, Fran Corona, Renderson Valentim e Moreno Mourão atuando em “Conto da Cantuária”

Para conhecer mais, o site do Imaginário Maracangalha tem informações, diário de bordo e também a TV TIM, com imagens de projetos.

 

 O GRUPO

O Grupo Teatro Imaginário Maracangalha atua desde 2006 em Campo Grande/MS. Por opção estética trabalha a pesquisa em teatro de rua e espaços não convencionais para encenação numa perspectiva crítica e provocadora, com isso amplia o conceito de acesso as artes cênicas, circulando por ambientes que independem da caixa cênica tradicional para compartilhar conteúdo e arte. O formato 360º e os cortejos são marcas tradicionais do TIM.

O grupo estreou com a peça “Amar é…” pesquisando o universo do clown, abordando amor e diferenças entre uma palhaça cega e um palhaço mágico, o grupo recorre a referências de Charles Chaplin e a gagues tradicionais do circo.

Do repertório consta também a peça cômica “O último beijo”, uma adaptação de foto e rádio novela encenada a partir das fotonovelas produzidas na Revista Grande Hotel da década de 60.

Desde 2009 circula com a peça de rua “O conto da Cantuária”, texto medieval de Geofrey Chaucer em Contos de Canterbury (1340) que aborda o comércio das religiões, para tanto utiliza-se da pesquisa  no teatro de bufões e cantigas religiosas. A peça de rua “Conto da Cantuária” foi premiada no 30º Festival Sul-mato-grossense de Teatro da FESMAT (Federação Sul-Mato-Grossense de Teatro) em 2011 nas seguintes categorias:

Melhor Ator – Fernando Cruz, melhor Atriz – Telma Cordeiro, melhor ator coadjuvante Isac Zampieri e melhor atriz coadjuvante – Aniela Paes.

No mesmo Festival, a peça “Tekoha – ritual de vida e morte do Deus Pequeno” – Melhor Espetáculo, Direção, Dramaturgia, Figurino e Sonoplastia na categoria rua.

Em cortejo apresenta marchinhas de carnaval, sátiras políticas além de temas diversos e poesias do poeta corumbaense Lobivar Matos que foi objeto de pesquisa para espetáculo de rua Areôtorare sobre a obra e vida deste grande poeta brasileiro e Sul-mato-grossense.

Em 2010 o TIM estreou o espetáculo de rua “Tekoha – ritual de vida e morte do Deus Pequeno”, sobre a vida do líder indígena Guarani Marçal de Souza contemplado com Prêmio FUNARTE Artes Cênicas nas Ruas 2010.

Ao longo destes anos, a trupe participa ativamente de vários festivais, circuitos e mostras com espetáculos, performances, cortejos e oficinas. O grupo faz parte da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR) discutindo estéticas e políticas públicas para arte pública em espaços abertos.

Periodicamente realiza o Sarobá sarau/festa e o Seminário Arena Aberta, que reúne artistas de várias linguagens e a comunidade, sistematizando e produzindo arte e conhecimento sobre as estéticas para rua e ocupação dos espaços públicos abertos.

E anualmente realiza a Temporada do Chapéu, um festival nacional de teatro de rua, intervenção e performance a céu aberto. Além de comemorar o aniversário do grupo com uma mostra, na qual, apresenta todo seu repertório pela cidade de Campo Grande-MS.

Em 2012 o grupo passa a ter uma sede própria, além de manter a oficina “Teatro de Rua – Atos do Ofício” pesquisando nesta, uma metodologia própria para ocupação da rua numa perspectiva transgressora e uma estética própria, realizando semanalmente intervenções pelas ruas da cidade.

A trupe é dirigida por Fernando Cruz e tem como membros Fran Corona, Moreno Mourão, Renderson Valentim e Ariela Barreto. Com produção de Ana Capilé, Rogéria Castro Costa e Fabíola Marques.

  • Em 2013 o grupo estreiou o espetáculo “Areôtorare – verbo negro e bororo do Índio Profeta” que foi contemplado com o Prêmio Estadual de Teatro Rubens Correa em 2012 da Fundação Estadual de Cultura do MS.
  • Em 2015 o grupo estreiou o espetáculo “Tragicomédia de Dom Cristóvão e Sinhá Rosinha” adaptação do texto de Federico Garcia Lorca, para a montagem o grupo foi contemplado com o Prêmio Estadual de Teatro Rubens Correa em 2014 da Fundação Estadual de Cultura do MS.
  • Hoje o grupo circula com as intervenções “Ferro em Brasa”, “Operário em Construção” e “Cabeça de Papelão” e com os espetáculos ‘Conto da Cantuária”, “Tekoha – Ritual de vida e morte do Deus Pequeno”, “Cortejo Ceno-Poético Areôtorare – verbo negro e bororo do Índio Profeta”, “Tragicomédia de Dom Cristóvão e Sinhá Rosinha” além de cortejos carnavalescos, dionisíacos e políticos, fazendo da rua seu palco e seu espaço de pesquisa.

Prêmios

– Artes Cênicas nas Ruas/ FUNARTE: montagem de espetáculo.
– 30º Festival sul-mato-grossense de Teatro com os espetáculos: Tekoha – ritual de vida e morte do Deus Pequeno; melhor espetáculo, direção, sonoplastia, figurino e dramaturgia.
– O Conto da Cantuária: melhor ator e atriz.
– Prêmio Rubens Correa de Teatro/ Fundação Estadual de Cultura de MS: montagem de espetáculo.
– Prêmio Artes Cênicas nas Ruas/ FUNARTE: Ação Cultural Sarobá.
– Fundo de Investimentos Culturais FIC/MS: 4ª Temporada do Chapéu.
– Prêmio Funarte Artes na Rua: Na Rua Sem Fronteiras-Circulação com os espetáculo‘Tekoha’ e ‘Areôtorare’.
– Prêmio Rubens Correa de Teatro/ Fundação Estadual de Cultura de MS: montagem de espetáculo.
– Programa Petrobras Distribuidora de Cultura: Corredor Guarani.

 

Contato: teatroimaginariomaracangalha@gmail.com / Imaginário Maracangalha
(67) 3044 1007
(67) 99250 9336

 
Vá para as ruas, ocupe os espaços públicos e envolva-se na arte e pesquisa do Teatro Imaginario Maracangalha.

 

A arte e a cultura são do povo, são para o povo!

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