Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil está repleto de índios que ainda vivem seguindo a cultura de seus povos. Muitas tribos ainda moram em ocas, sem o uso de qualquer tecnologia que estamos acostumados a ter, e tiram da natureza tudo o que precisam para seu sustento e sobrevivência, desde comida, roupas e objetos, até instrumentos de caça e de diversão. O Aquidauanamais selecionou os 10 povos indígenas com maior população em nosso país para dar visibilidade à essas populações de grande importância ao Brasil. Nosso total respeito e admiração aos povos indígenas.

1. TICUNA
Os ticunas vivem em aldeias ao longo do rio Solimões, tanto no Brasil quanto no Peru e na Colômbia, e são adeptos da caça e da pesca. Os núcleos familiares são agrupados em duas “metades”: clãs com nomes de aves e clãs com nomes de plantas e animais terrestres. Um índio ticuna sempre se casa com uma representante da “metade” oposta e a nova família herda os hábitos do clã do homem. A língua deles é fonal, ou seja, a entonação muda o sentido das palavras.

2. GUARANI
Os guaranis “brasileiros” (também há guaranis no Paraguai e na Bolívia) dividem-se em três grupos: caiová, ñandeva e mbya. Embora eles tenham costumes comuns – como viver em grandes grupos familiares (tekoha) liderados política e religiosamente por um dos avós -, cada grupo fala um dialeto particular e tem suas peculiaridades: a poligamia, por exemplo, é proibida entre os caiovás, mas é bem aceita entre os ñandeva.

3. CAINGANGUE
Nos casamentos, os caingangues também cruzam as “metades”, como os ticunas. Mas, entre os caingangues, a nova família vai morar junto ao pai da noiva. Na hierarquia das comunidades a maior autoridade é o cacique, eleito democraticamente entre os homens maiores de 15 anos. O cacique eleito indica um vice-cacique, geralmente vindo de outra “metade”, com o intuito de facilitar o planejamento político, já que punições só podem ser aplicadas por indivíduos da mesma “metade”.

4. MACUXI
Como vivem em uma região com períodos prolongados de seca e de chuva, os macuxis alternam entre dois modos de vida bem distintos. Durante a estiagem, formam grandes aglomerações e aproveitam para caçar, pescar, criar gado, cultivar alimentos e coletar madeira e argila – algumas aldeias também garimpam ouro. Na estação chuvosa, espalham-se em pequenos grupos que vivem dos alimentos armazenados durante a seca.

5. TERENA
É o povo indígena mais “urbanizado”: há terenas trabalhando no comércio de rua em Campo Grande-MS, e na colheita de cana-de-açúcar. Uma das justificativas para a “urbanização” é a superpopulação – das reservas – o excedente populacional abandona as aldeias em busca de trabalho nas fazendas ou subempregos nas cidades. Ao contrário do que rola entre os caingangues, quando os terenas se casam vão morar com o pai do noivo.

6. GUAJAJARA
Antigamente, os guajajaras não se fixavam em um lugar por muito tempo, mas hoje esse costume se perdeu e as aldeias, além de permanentes, podem ser grandes, com mais de 400 habitantes. A agricultura é a principal atividade econômica, mas o artesanato também é uma fonte de renda importante. Entre os produtos cultivados está a maconha, cuja comercialização ilegal gera violentos conflitos com as Polícias Militar e Federal.

7. IANOMÂMI
A Terra Indígena Ianomâmi, encravada no meio da floresta tropical, é um importante centro de preservação de biodiversidade amazônica, constantemente ameaçado pelos garimpeiros. Os ianomâmis têm o costume de aglomerar seus membros: várias famílias vivem juntas sob o teto de grandes habitações e geralmente se casam com parentes. Sobreviventes da pressão da civilização moderna, os ianomâmis desconfiam dos “outros” (pessoas de outra etnia, brancos ou índios) e preservam até hoje a sua cultura sem miscigenação com outras culturas.

8. XAVANTE
As cerca de 70 aldeias xavantes no MT seguem a mesma configuração: casas enfileiradas em forma de semicírculo. Numa das pontas da aldeia, há uma casa reservada à reclusão de meninos de 10 a 18 anos – eles ficam ali durante cinco anos e, ao final do período, saem prontos para a vida adulta. Uma festa marca essa transição. Os xavantes costumam pintar o corpo de preto e vermelho, além de usar uma espécie de gravata de algodão nas cerimônias.

9. PATAXÓ
Ganharam projeção nacional em 1997 com a morte do índio Galdino, incendiado por jovens de classe alta de Brasília enquanto dormia em uma rua da capital federal. O ganha-pão principal dos pataxós é o artesanato, com peças que misturam madeira, sementes, penas, barro e cipó. Nas festas, eles costumam dançar o típico auê, servir o mukussuy – peixe assado em folhas de palmeira – e o tradicional kauím – uma espécie de vinho de mandioca.

10. POTIGUARA
Os potiguaras são de origem tupi-guarani, mas hoje se comunicam em bom (e não tão claro) português mesmo. Eles costumam se referir aos não-índios como “particulares” e quase toda aldeia tem uma igreja católica e um santo padroeiro. O nome do povo significa “comedores de camarão”, porque, além de tirarem o sustento de atividades agrícolas, caça, pesca e extrativismo vegetal, são grandes coletores de crustáceos e moluscos.

 

Conhecendo melhor as demais etnias e culturas podemos conviver em harmonia e respeito.

O povo brasileiro é uma mistura de culturas!

 

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