“Eu sempre gostei de estudar, fiz o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) três vezes, até peguei certa prática”, conta o bem-humorado Aroldo Roberto Frost Lopes, de 67 anos, que participou de sua terceira formatura no dia 14/08, na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Dourados.

Desta vez o diploma foi de Letras Português/Espanhol, que cursou na Unidade de Dourados, mas também possui os títulos de Direito (UEMS) e Administração (em uma faculdade particular). Atualmente aposentado, ele atuava antes como representante comercial em um companhia de petróleo em outros Estados, mas é natural de Dourados.

Para ele, voltar às carteiras da faculdade é sempre muito bom. “Para mim toda vida foi muito bom, porque eu gosto deste convívio com as pessoas mais jovens, gosto de participar, sou curioso, gosto de aprender. O que mais eu gostei foi desse relacionamento, desse ar de poder se inteirar de todos os assuntos. O que mais me chama atenção mesmo nos cursos são os novos conhecimentos que se adquire”, ressaltou.

O que motivou o idoso a cursar Letras com ênfase em Espanhol foi a paixão por escrever, ele tem um livro publicado e faz parte da Academia Douradense de Letras. “Eu vivi uma época na Argentina, quatro anos, e aí eu queria aprender a escrever em Espanhol, pois eu consigo entender bem, mas não sabia escrever direito, então quando eu voltei para cá resolvi fazer Letras”, disse.

A cerimônia de colação de grau foi extraordinária e reuniu acadêmicos de quatro Unidades Universitárias. De Campo Grande dois acadêmicos dos cursos de: Letras Bacharelado (1), Geografia (1); de Dourados onze, dos cursos de: Engenharia Ambiental (5), Engenharia Física (1), Licenciatura em Letras (1), Pedagogia (1), Ciências Biológicas Licenciatura (2), Química Industrial (1); de Aquidauana, quatro formandos do curso de Engenharia Florestal (4); e de Coxim, um acadêmico do curso de Ciências Biológicas (1).

Dentre eles também participou a pedagoga recém-formada, Francinete Galvão Noronha, de 32 anos. Ela é da Etnia Tuyuka, do município de São Gabriel da Cachoeira, Amazonas, e veio para Dourados para estudar na Universidade.

“A UEMS para mim é um lugar muito bom, como sou indígena, tem as cotas mais amplas tanto para negros como para indígenas, isso para mim facilita, mas também é um grande desafio. Não foi fácil para chegar, mas realizei o meu sonho de permanecer e terminar. Agradeço muito pelo apoio da Rede de Saberes, estavam sempre dispostos a atender e a ajudar”, falou Francinete.

Francinete recebendo o histórico escolar do reitor Fábio Edir dos Santos Costa

O reitor, Fábio Edir, concedeu o grau aos formandos e aconselhou que continuem sempre trilhando no aperfeiçoamento a cada dia no trabalho.

“Façam um excelente uso do diploma que vocês estão recebendo, não só enquanto profissionais, mas enquanto seres humanos, peço que honrem o nome da nossa Instituição, carreguem com carinho o nome daquela que acolheu vocês durante esses anos e possam retribuir a sociedade como profissionais qualificados, mas acima de tudo como seres humanos melhores que estão saindo daqui do que quando entraram”.

 


Parabéns aos formandos!

 

 

Fonte: Eduarda Rosa – UEMS

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