O maior jequitibá do Brasil foi descoberto dentro de uma área de produção de cacau no sul da Bahia. O Sistema Agroflorestal (SAF) denominado cacau cabruca, indicando a espécie econômica de destaque, tornou-se popular no sul da Bahia e gera benefícios sociais e ambientais. A premiação para o agricultor que mantêm a maior árvore em pé é um incentivo à proteção do exemplar e a adoção ao sistema agroecológico de produção de cacau.

A árvore tem 48 metros de altura e 4,35 metros de diâmetro. Foi encontrado por Rodrigo Barreto, proprietário da Fazenda Monte Florido, no município de Camacã. O título de maior jequitibá do país pertencia até então a uma árvore no Parque Estadual de Vassununga, em Santa Rita do Passa Quatro-SP, com 40 metros de altura e 4m de diâmetro.

A presença do maior jequitibá do país numa área de produção de cacau sombreado é mais uma evidência de como é bom para o meio ambiente o sistema de produção da região. Os pés de cacau crescem à sombra da Mata Atlântica, numa convivência harmônica. O sistema, batizado de cacau cabruca, ajuda a proteger espécies nativas de árvores e de animais ameaçados, como o mico-leão da cara dourada.

A árvore foi descoberta na 1ª Edição do Concurso Maiores Árvores da Região Sul da Bahia, promovido pelo Instituto Cabruca, que visa promover o cacau da região e a conservação ambiental. Pelo achado, Barreto receberá o prêmio de R$ 20.000 para investir na estrutura para receber turistas interessados em visitar a árvore gigante.

Incentivo ao SAF

Para o então presidente do Instituto Cabruca, Durval Libânio, uma das principais propostas da ação “é valorizar o sistema agroflorestal Cacau Cabruca e a Mata Atlântica no imaginário coletivo do Sul da Bahia, criando identidade e pertencimento”, ressalta. Concorda com esta visão o Superintendente da CEPLAC Bahia, que acrescenta que esta é nova visão para o Sul da Bahia: criar uma economia plural e diversificada, com a transformação de ativos ambientais em ativos econômicos a partir de uma premissa de sustentabilidade e conservação.

O programa responsável pelo concurso têm como objetivo valorizar o Sistema Agroflorestal Cacau Cabruca e a Mata Atlântica, promovendo a sustentabilidade das comunidades por meio de ações que potencializem a conservação de grandes árvores, o incentivo a produção artesanal e o desenvolvimento do turismo rural e de base comunitária.

O Jequitibá foi escolhido, por ser uma das espécies mais tradicionais da região cacaueira do Sul da Bahia, considerado um verdadeiro tesouro entre os produtores. Tradicionalmente, a árvore é encontrada em meio ao cultivo do cacau em sistema Cacau Cabruca, e é uma das preferidas dos cacauicultores para sombrear o cacaueiro.

A ideia dos organizadores é que a cada ano seja escolhida uma nova categoria de árvore utilizada para sombrear o café agroflorestal. Pau Brasil, Vinhático, Cedro e Putumuju são algumas das árvores que serão alvos de concursos.

 

A floresta é a casa da vida!
Preserve, proteja, plante !

 

Fonte: Instituto Cabruca e Época

Comentários

Compartilhar
Artigo anteriorTeatro Imaginario Maracangalha levanta poeira em Campo Grande
Próximo artigoComo são formados os solos

O AquidauanaMais objetiva unir os saberes da comunidade Aquidauanense, Anastaciana e da Região em um portal de entretenimento, interação e diálogo, onde todos possuem liberdade para expor suas opiniões e ideias.