Estudantes de uma das principais escolas estaduais de Campo Grande estão utilizando um aplicativo desenvolvido por eles mesmos para melhorar o desenvolvimento e a organização na hora de estudar. Com o programa é possível consultar horários de aulas, tarefas e datas de provas.

O professor Marco Aurélio Marques, 43, ministra aulas de física na Escola Estadual Maria Constança, no bairro Amambai, e conta que sempre teve a ideia de desenvolver uma disciplina em que os alunos pudessem desenvolver projetos tecnológicos. Como a escola passou a oferecer ensino médio integral neste ano e a grande curricular foi alterada, a ideia se tornou possível.

“Essa é uma das nove disciplinas eletivas na escola, em que o próprio aluno escolhe o que quer fazer. Assim como tem a aula que ensina a fazer sabão, tem a nossa em que foi desenvolvido o aplicativo. A turma tem trinta e oito alunos”, explicou.

aplicativo está disponível para download na Play Store e é composto por diversos ícones referentes a cada uma das nove salas de ensino médio na escola. “Cada aluno pode buscar sua sala e então encontrar os horários de aula. Na área de agenda é possível consultar data de provas e entrega de trabalhos”.

Dentro do programa é possível encontrar a aba do Projeto Borboleta, destinada a todas as turmas e com o intuito de prevenir casos de suicídio. Nela há um formulário em que os alunos respondem como se sentem. “As informações são enviadas de forma anônima. Vamos coletar os dados e repassar para a coordenação avaliar e tomar as medidas necessárias”.

O aplicativo foi feito em um site de desenvolvimento pago, porém na versão gratuita e mais simples trazendo funções limitadas. Agora os alunos estão na segunda etapa da aula de App MCBN – em referência as siglas do nome da escola – onde será desenvolvida a versão em HTML 5 e CSS, ferramentas de programação para a web.

“Na faculdade mexi com programação e decidi oferecer essa oportunidade para eles irem construindo aos poucos, trazendo para a escola pública o desenvolvimento técnológico que é comum nas escolas particulares. Foi unir o útil ao agradável”, comemorou o professor.

Os alunos que participaram do desenvolvimento do aplicativo também comentaram a importância da disciplina. “É uma ideia interessante e inovadora poder mudar o contesto do papel e da caneta. É funcional poder fazer as consultas pelo celular”, disse João Pedro da Rosa Cáceres, 16, do 3º ano do ensino médio.

“Deixou a aula mais dinâmica, além de poder saber mais sobre programação. É muito funcional e divertido mexer com programação”, destacou Lucas Araújo, 16 anos, que cursa o 2º ano.

Professor e alunos desenvolveram juntos o aplicativo, que terá versão para a web (Foto: Amanda Bogo)

Comentários