Os americanos nativos usam o termo “três irmãs” para se referirem ao cultivo consorciado de milho, feijão, e abóbora. Estas três irmãs dão uma lição na cooperação ambiental que remonta a agricultura praticada no império Maia e que se estende pelo tempo por toda a América.
Quando plantadas juntas:
– O milho fornece a haste(colmo) para os feijões escalarem;
– Os feijões fornecem o nitrogênio ao solo para nutrir o milho;
– A abóbora protege o solo, impedindo o surgimento da vegetação indesejada e protege as raízes rasas do milho. Também contribui para a preservação da umidade no solo.
No sudoeste da América do norte, os povos nativos usavam uma quarta planta, chamada “Planta abelha das montanhas rochosas” (Cleome serrulata), que servia para atrair abelhas de modo a polinizar os vegetais e aumentar a produtividade do sistema.
Este sistema de cultivo é ainda hoje praticado no nosso país, conhecimento sobretudo das gerações mais antigas e das regiões mais remotas. É uma técnica que aumenta a produtividade reduzindo o esforço, uma excelente ideia a considerar na sua horta ou sistema agroflorestal.
O milho, feijões e abóboras, complementam-se: milho o hidrato de carbono, os feijões para a proteína e a abóboras para a vitamina A.
Este sistema pode funcionar perfeitamente se substituir qualquer espécie por outra compatível, que ocupe o mesmo nicho ecológico. Pode se usar qualquer trepador da mesma família (Fabaceae); outro suporte como o girassol. Para substituir a abóbora opte por outro vegetal da família Curcubitaceae, como o melão ou a melancia, visando cobrir o solo.
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Fonte: A senhora do Monte

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